Depois do feijão, açúcar sobe 17% em cinco meses

Por Redação ORM News

Foto: Marcos SantosNão bastasse o preço do feijão, que já subiu quase 34% nos cinco primeiros meses do ano no Pará, outro vilão também apareceu para ameaçar o bolso do trabalhador paraense: dessa vez é o açúcar, que subiu cerca de 17% em 2016, contra um inflação de 4,60% estimada para o período. A constatação é de uma pesquisa do Dieese-PA (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), divulgada na manhã desta segunda-feira (24). 

De acordo com os números do Dieese, em dezembro do ano passado, o quilo do açúcar refinado foi comercializado em supermercados, padarias e mercearias da capital a R$ 3,05. Em janeiro deste ano já custava em média R$ 3,36; em abril pulou para R$ 3,52 e no mês passado foi comercializado em média a R$ 3,56. Com isso, foi possível constatar que nos cinco primeiros meses do ano, a alta acumulada no preço do produto já alcança quase 17%, aumento bem acima da inflação de 4,60% estimada para o período. 


Como no cálculo da cesta básica a previsão do consumo mensal do açúcar por trabalhador é de três quilos, o gasto mensal em maio foi de R$ 10,68. Vale lembrar que a cesta básica dos paraenses está entre as mais caras do país, custando R$ 402,90. O trabalhador chega a comprometer praticamente metade do salário mínimo para adquirir os produtos. E as notícias não são nada boas para o futuro. O Dieese prevê que o novo 'vilão' da cesta básica continue em alta no mês de junho. 
Depois do feijão, açúcar sobe 17% em cinco meses Depois do feijão, açúcar sobe 17% em cinco meses Reviewed by Esmael Teixeira on 6/26/2016 Rating: 5

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